Nova mamãe e o teste do Beta HCG

Teste do Beta HCGOlá mamães! Sou Camilla, biomédica e agora a mais nova mamãe do pedaço. 🙂 Descobri no dia 12.03.13 que estou grávida. Ou como diriam alguns amigos ao verem meu exame de sangue “muito grávida” . rs

Estava me sentindo diferente há umas duas semanas, com um sono incontrolável, fome de tudo, vontades aleatórias no meio do dia de trabalho, certos enjôos a comidas que eu nunca diria não (no caso japonesa), meus seios estavam enormes e doloridos só de encostar na roupa. E eu estava feliz porque brincava com meu marido, Filipe “do Chocola“, dizendo que me sentia siliconada naturalmente! Haha! 😀 Já estava esperando há 15 dias a querida menstruação chegar e como eu estava sentindo cólicas e gases, pensei que fosse só um atraso menstrual.

Daí, após pesquisar em dezenas de lugares todos os sintomas possíveis de gravidez, tudo estava super indicativo que realmente pudesse estar grávida. Entretanto, estava com medo de fazer o teste porque não programamos essa gravidez, mas ao mesmo tempo eu e o Filipe ficávamos felizes só de pensar na possibilidade. Resolvi fazer o teste de sangue, o exame da gonadotrofina coriônica humana, ou comumente conhecida como Beta HCG, mesmo sabendo que hoje em dia os testes de farmácia, realizados com a urina, também são sensíveis. Mas preferi ter certeza logo em meio a tanta ansiedade.

Mas, porque fazer o teste de Gonadotrofina coriônica humana (HCG) quando se suspeita de gravidez?

Bom, a gonadotrofina coriônica humana é uma glicoproteína hormonal que é produzida pelo sinciciotrofoblasto. Calma! Este nome nada mais quer dizer que o hormônio é produzido pela placenta. Quando a placenta é formada, esta é composta por uma parte fetal e uma materna, o sinciciotrofoblasto faz parte da implantação do embrião ao útero. A placenta produz hormônios essenciais para a manutenção da gestação, como: progesterona, estrógeno e o HCG. Estudos relatam que entre sete a dez dias após a concepção, as concentrações de HCG na urina e no sangue aumentam, gerando a positividade no exame. O aumento desse hormônio, além de gravidez, pode ser observado em outros casos específicos de câncer, inclusive no homem. Durante o primeiro trimestre de gestação é o HCG que mantém a gestação e impede que haja uma nova ovulação e menstruação.

Em qual exame confiar mais: de farmácia ou de sangue?

Os dois exames podem apresentar resultados confiáveis, entretanto vale lembrar que o HCG está presente em menores quantidades na urina do que no sangue. Assim, na urina pode levar a um resultado falso negativo se realizado muito precocemente, ou até mesmo um resultado falso positivo por uso de medicamentos que contenham HCG, por exemplo, para tratamento de casos de infertilidade, em algumas patologias, em caso de aborto ou se tiver dado a luz a menos de 8 semanas. Outros fatores podem interferir no resultado, como: uso de antibióticos, antiinflamatórios, anticoncepcionais e álcool.

E porque sentimos tanto enjôos e desejos ainda no início da gestação?

O nosso organismo de forma geral funciona em equilíbrio. Ou seja, se algo não vai bem ou há alguma alteração, todo o resto do corpo responde de alguma forma. Quando se está grávida, simplesmente é como se tivesse “uma bomba de hormônios” e então imagina quantas coisas diferentes acontecem? A dosagem dos hormônios está bem maior do que o normal e acaba influenciando no enjôo, na alteração digestiva, como azia e queimação, no aumento da salivação e apetite, além do sono.

Enfim, fiz o exame e ao pegar o resultado sentei e comecei a suar e tremer. Fiquei ali tentando interpretar o que aqueles números queriam dizer. Pequeno detalhe: o médico que tinha me atendido pra prescrever o exame conversou comigo e sabia que eu era biomédica. Basicamente, para os que não sabem, biomédicos podem liberar laudos de exames laboratoriais, ou seja, mesmo que não explicitemos o que significa sabemos o porque daquele resultado! Eu estava tão nervosa que não conseguia entender que 35840U era maior que 25U e que isso significava que eu realmente estava grávida. Adivinha o que tive que fazer? Voltar e perguntar pro médico o que todos aqueles números queriam dizer… ele riu e disse:

Você não é biomédica? Criança sempre é bem vinda, né? Parabéns, você está bem grávida

Na mesma hora pensei em gritar de alegria e contar pra todo mundo ao mesmo tempo, mas queria chegar em casa e poder falar pro homem que me fez me sentir assim, mais mulher e a mais feliz. Comprei um par de meias (micro) e coloquei em uma caixinha pra fazer a surpresa. Ele ainda em choque sorria e me abraçava. Só depois de um tempo a ficha começou a cair.

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Ultrassom – ecografia obstétrica acima de 14 semanas

Beatriz de perfil, não dá para ver muito bem porque foi no exato momento que ela levou a mão à boca

Desde que descobri a gravidez, esta deve ser a sétima ecografia que faço. Cada uma com a sua emoção especial. Desta vez, Beatriz estava brincando com o pé e assustou o médico que, por um instante, achou que ela tinha um pé enorme. Rimos quando ela soltou o pezinho e levou a mão à boca. Ufa rs.

Mas, esta pequena não tem nada de pequena rs. Com apenas 31 semanas, ela já mede 44,5 cm e pesa cerca de 1,824 gramas. Estou ansiosa para saber o que o obstetra irá falar a respeito. rs. Fui tentar entender a biometria, e pesquisando o significado de algumas coisas vi que muita mãe por aí tem dúvidas do que é o índice cefálico e na internet não tem quase nada a respeito.

biometria

Vasculhei um monte e encontrei esta informação:

Uma vez que o diâmetro biparietal é uma medição linear tomada de uma tabua têmporo-parietal à outra, ele só é preciso se a cabeça tiver a forma ovóide adequada. Se a cabeça for incomumente arredondada (braquicefalica) ou incomumente alongada (escafocefalica ou dolicocefalia), a medição do diâmetro biparietal padrão pode super ou subestimar o tamanho da cabeça.

Para determinar se a forma da cabeça é adequada, são necessárias duas medições: o diâmetro biparietal (eixo curto) e o diâmetro fronto-occipital (eixo longo), calculado com a formula chamada índice cefálico. Se o índice for anormal é possível corrigi-lo medindo-o como uma circunferência, ou a forma da cabeça pode ser “corrigida” para um diâmetro biparietal (DBP) otimizado. O valor médio é de 78,3 com uma variação de 2 DP  de 70 a 86. Fonte: Clínica Endosom

Ah! Já ia me esquecendo de dizer o mais bacana. Beatriz está de cabeça pra baixo, ou seja, na posição ideal para o parto normal (que eu desejo tanto). Se ela se manter assim até o fim, está ótimo! A placenta também está bem localizada, o que não dificultaria ou impediria a passagem dela. Só espero ter força e dilatação no dia rs.

#25semanas – Consulta médica

Os pequenos braços e pernas já começam a demonstrar sua força, e, à medida que essa calistenia – ou um simples acesso de soluços – torna-se aparente, todos ao redor podem desfrutá-la.

Quase 10 semanas depois estou de volta. Infelizmente, não tenho o tempo necessário para me dedicar a escrever sobre esta gestação. São muitos afazeres e me sobra pouca disposição. Mais a frente falarei sobre isso. Beatriz, frenética, se move o tempo inteiro no auge das suas 25 semanas de gestação. Hoje, fomos ao médico para a consulta de rotina e levar exames.

Está tudo bem com ela e com a mãe também. Os exames, um ultrassom morfológico, uma ecografia transvaginal e exames de sangue e urina, mostram que ela é uma menina saudável abrigando-se em um corpo também saudável.

Ecografias:

Ultrassom – morfológico

  • O que: ecografia morfológica do 2° trimestre
  • Quando: realizada entre a 20ª e 24ª semana de gestação
  • Pra quê: detecção de má formações e cromossomopatias
  • Resultado: estudo morfológico fetal normal; biometria e relações biométricas fetais normais; ausência de marcadores ecográficos de cromossomopatias

Ultrassom – endovaginal

  • O que: exame realizado com equipamento dinâmico vaginal
  • Quando: realizado no segundo trimestre
  • Pra quê: detecta a insuficiência istimo-cervical, em Portugês claro, serve para detectar a incapacidade do colo uterino de manter uma gravidez.
  • Resultado: o exame ecográfico não mostrou sinais sugestivos de incompetência istimo-cervical.

O médico só puxou minha orelha por um porém, e pasmem: porque engordei além da conta. Desde a nossa última consulta, há exato um mês, era para eu ter engordado até 1kg e 800g. Bom, eu engordei 2kg e uns quebrados. Mas, vamos ponderar que, hoje, a pesagem veio depois de um belo almoço com direito a picanha, arroz, feijão e fritas. Sem contar com os morangos recheados com chocolate…

Próxima consulta marcada para daqui a um mês, terei que apresentar apenas aquele temido exame da curva glicêmica, o teste oral de tolerância à glicose para saber se tenho tendência a ter diabetes. Espero que não tenha e que não vomite durante o procedimento. Amém!

Ecografia Morfológica de 1º Trimestre

A cada dia, estou mais ansiosa para começar a preparar a casa para receber Beatriz. Enquanto ainda não encontro tempo, vou cuidando para que ela chegue com saúde. Fiz hoje a Ecografia Moforlógica de Primeiro Trimestre. Este exame equivale ao de translucência nucal, que já havia falado antes, mas que na verdade é só uma das características do feto a serem avaliadas.  Segundo o doutor, está tudo dentro dos conformes. Claro, de acordo com a porcentagem de estimativa. Mas vê-la novamente, naquela telinha preto e branco foi super gratificante. Desta vez o pai esteve presente, tenho certeza que, assim como eu, se emocionou ao ouvir os batimentos da pequena, ver ser corpinho, sua agitação. Linda!

Desta vez, foi ainda mais real a ideia de ser mãe e estar carregando um pequeno ser dentro de mim. Quando ela se mexia, tentando se ajeitar dentro daquele pequeno espaço, era como se eu a visse já do lado de fora, fazendo graça. Tive aquela vontadezinha de pegar no colo. Mas né?! Não tem como.

Aproveitei o embalo e fiz o ultrassom das vias urinárias, e está tudo ok. Mudei meus hábitos, estou ingerindo muita água. Não corro o risco de arrumar pedras nos rins, ao menos durante a gravidez. Tudo pela pequena Bia.

O diagnóstico geral da ecografia morfológia de 1º Trimestre:

Observações gerais:
Ecografia Morfológica do 1º Trimestre, realizada entre a 10ª e 14ª semana de gestação, tem taxa de detecção de má formações e cromossomopatias em torno de 80%.

Hipótese diagnóstica:
Exame ecográfico compatível com:

  • Gestação única, tópica, de 12 semanas e 6 dias (+/- 5 dias);
  • Avaliação morfológica do 1º não mostrou anormalidades.
    Feto - Ecografia Morfológica de Primeiro Trimestre

Feto - Ecografia Morfológica de Primeiro Trimestre

3ª consulta do pré-natal, 12 semanas de gestação, dúvidas e novidades

Sexta-feira (16), fui ao médico, a 3ª consulta do pré-natal. Levei o resultado da primeira ecografia e sim, gente, está tudo bem com a pequena ou pequeno a caminho. Só voltarei lá daqui a um mês. Até agora, desde o começo da gravidez, só engordei um quilo. Entre a segunda e terceira consulta, não aumentei um grama sequer. Viva la vita! Dizem que é bom, porque nos últimos meses a gente ganha muitos quilos. Desde que o bebê esteja bem, eu não me importo.

Aproveitei para tirar algumas muitas dúvidas, que talvez sejam as mesmas de algumas outras mamães por aí.

  • Até quando e por que devo tomar ácido fólico? Recomenda-se a ingestão de ácido fólico para evitar a má formação fetal que pode ocorrer nos primeiros meses da gestação. A partir da descoberta da gravidez, deve-se ingerir a vitamina até o fim da décima segunda semana ( se ainda sobrarem comprimidos na cartela, não tem problema tomar até acabar, mesmo passadas as 12 semanas).
  • Sexo na gravidez, pode? Pode e não há mal algum. A não ser em casos especiais, quando há algum risco para a gestação. Claro que com o crescimento da barriga, as posições vão ficando limitadas. Há uma pesquisa que diz – mas não é definitiva – que lá pelo sexto mês, as relações sexuais podem ser causadoras de infecções pélvicas. Mas, segundo o doutor, é tudo ainda muito prematuro, não há confirmações.
  • Atividades físicas – daqui a 15 dias poderei iniciar algum tipo de atividade física. O médico me recomendou duas: pilates para fortalecer a musculatura lombar, ajudando a suportar o peso da barriga, e pélvica, o que ajuda na hora do parto. A outra é hidroginástica. Ambas voltadas para gestantes.
  • H1N1 – o ideal é que eu já tivesse tomado a vacina anteriormente, por ora, não preciso ingerir nenhum tipo de medicamento. Só aguardar a nova leva, que deve ser liberada pelo Ministério da Saúde em maio.

Sobre a alimentação, continuo seguindo as recomendações da segunda consulta. Evitar alimentos ácidos, que causam gases e azia, e alimentos cultivados em contato direto com a terra, como alface, cenoura etc. O ideal é que sejam hidropônicos. Isso porque é muito arriscado adquirir toxoplasmose durante a gravidez, e como os gatos enterram seus dejetos na terra, principal hospedeiro da doença, os alimentos podem estar contaminados.

Há mais duas ecografias para fazer. Na verdade, três. A primeira é a ecografia do aparelho urinário para verificar uma suspeita do médico de que eu possa estar com princípio de pedra nos rins. As outras duas, aproveitei para buscar mais informações em outro blog, o demaeparamae.pt.

Translucência nucal: Este exame é feito entre as 10 e as 13 semanas, e serve para predizer o risco do bebé sofrer de síndroma de Down. Este exame mede a quantidade de fluido acumulada na parte de trás da nuca do bebê, ou seja a espessura da prega da nuca, que, se estiver aumentada, pode indicar uma eventual síndroma de Down. O médico usará a medida feita pelo scan, a sua idade e um teste sanguíneo para medir o risco desta possibilidade. Se o risco for mais elevado que 1 em 300, poderá ter de fazer uma biopsia do vilo corial (as células são extraídas da placenta com uma agulha ultrafina) ou uma amniocentese (o fluido é extraído do saco amniótico à volta do bebé).

Ultrassom morfológico: Esta ecografia é feita à maioria das grávidas cerca das 19-20 semanas de gravidez para detetar possíveis anomalias no bebê. São medidas a circunferência da cabeça e do abdómen do bebê e o seu coração, cérebro, coluna vertebral e membros. Nesta altura também já poderá descobrir o sexo do bebê.

Agora, talvez vocês queiram saber para quando está previsto o nascimento do bebê de acordo com as contas do médico: 30 de setembro. Uhuuu! E como estou ansiosa, acabei gastando uma baba num exame de sexagem fetal no sabin. O resultado sai no final desta semana, daí saberemos se é menino ou menina.

Primeira ecografia

Até agora não havia caído a ficha. Aquela sensação real de enfim, serei mãe. Fui fazer a transvaginal sem ter muita certeza do que veria ali. E posso dizer que foi a ocasião mais emocionante até agora. Lá pelas tantas, ouço um barulho louco e pensei que fosse do aparelho. O dr. vira e diz: ouça é o coração do bebê. Quase enfartei, parecia uma máquina de lavar a mil por hora (rs). “Mas é muito rápido, doutor!” Ele me acalmou e disse: “fique tranquila, é normal”.

Ount! Comecei então a acompanhar aqueles acelerados batimentos, então o doutor virou o monitor na minha direção, ampliou a imagem e pude ver o meu pequeno bebê pela primeira vez. A cabecinha, o corpinho, os bracinhos e as perninhas se formando. A imagem mais linda de todas. Chorei e me contive!

Uau!!! Saí daquela sala uma outra pessoa. Agora, com a certeza de que carrego uma criança que já está começando mudar minha vida, minha rotina.

Estou ansiosa para mostrar as imagens para todos, principalmente para o papai.

Iniciando o pré-natal

Com certeza, principalmente para as mamães de primeira viagem, a melhor coisa após descobrir que se está grávida é de pronto buscar orientação de um profissional para saber cada passo a ser seguido. Desde este momento começa o pré-natal. Algo mais que essencial para uma gestação saudável. A rede pública de saúde tem um excelente serviço pré-natal, dizem até que é melhor que o particular, mas por conveniência do horário optei pela rede privada.

Quando procurei o médico, um ginecologista obstetra, ainda não tinha muita certeza de que estava grávida. Cheguei dizendo “doutor, me ajuda a interpretar o resultado desse exame. A meu ver, estou grávida”. Ele riu, me deu um abraço e os parabéns! “Sim, querida, você vai ser mãe”. Ele me fez uma série de perguntas, como histórico de doenças na família, vacinação, enfim. Viu o meu peso, apalpou o que poderia ser bebê e verificou se os meu mamilos precisariam ser “trabalhados” para a amamentação. Ainda bem que não! Não consigo nem imaginar como seria isso.

O Dr. indicou o Meclin para enjoo e me orientou a tomar “Ácido Fólico”, uma vitamina que ajuda a prevenir a mal formação do feto. Ele também me passou uma série de exames, que ufa! dá preguiça até de ler a lista. Mas aqui vai:

Os primeiros exames:

– Hemograma Completo (Fator RH e o tipo sanguíneo para análise de probabilidade de compatibilidade de sangue da mãe para o bebê);
– Glicemia de jejum para avaliar possibilidade de diabetes ou mesmo diabetes gestacional;
– HIV1 e HIV2;
– Se a mãe possui anticorpos para rubéola, hepatite B, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis,para indicar vacinas para as que possibilitam ou medidas para evitá-las;
– Exames de urina e de fezes que detectam infecções urinárias e parasitoses;
– Ecografia transvaginal.

Fora a ecografia, todos os outros consegui fazer antes da segunda consulta e estava tudo certinho. Exceto pelo de urina que apresentou grande quantidade oxalato de cálcio responsável pela formação de pedras nos rins. Provavelmente porque estava consumindo pouca água. Tenho que melhorar muito neste quesito, é muito arriscado ter problemas renais durante a gestação. Aí ele me passou mais um exame, a ecografia de vias urinárias. Ainda falta marcar!