Fim da licença maternidade. De volta ao trabalho

mae-trabalhoEstar preparada psicologicamente para este momento é essencial. Três semanas após o meu retorno ao trabalho, posso falar numa boa: não é tão difícil assim! Algumas mães sofrem muito, em outros casos são as crianças. Mas, eu fui muito abençoada e não tive problemas com isso. Nos organizamos antes, estabeleci uma rotina que deve ser seguida e, tudo isso, me ajuda a manter a tranquilidade.

A princípio, Bia iria para a creche. Pensamos bem e avaliamos que ainda não é o momento. A saída foi, já que minha mãe trabalha meio período e já tinha se oferecido para a missão, deixá-la com a empregada e com a avó. Pela manhã, Beatriz fica com a empregada, que começou a trabalhar na minha casa nos primeiros dias depois do nascimento da pequena. À tarde, ela fica com a avó, enquanto a empregada cuida da casa.

Gosto muito da Dona Pedra, que já é uma senhora e veio trabalhar comigo por indicação da minha diarista. Este tempo convivendo com ela me passou a segurança que eu precisava nela, tanto como pessoa, como profissional. Eu diria que Pedra é a terceira avó de Bia e não sei o que seria de mim sem ela.

No primeiro dia, eu quem chorei, eu quem senti falta da Bia. Ela só se divertiu aqui em casa. Não deu trabalho para suas cuidadoras e me recebeu com um sorriso enorme quando retornei pra casa. Como deu certo, segui em frente. Superando a cada dia o fato de não poder acompanhar tudo tão de perto da sua evolução. Em alguns dias, quando chego, ela já está dormindo. Por isso, aproveito bem o final de semana.

Quanto à rotina:

Anotei em um quadro branco uma sequência de horários para as principais atividades, como alimentação, sono e banho. Além de recomendar quanto ofertar de alimento. Claro que não é algo fixo, tudo depende de como a Beatriz aceita tudo por aqui, só é um norte.

E vale o conselho de uma xará que trabalha comigo e também teve uma menininha meses antes da Beatriz: “Pratique o desapego”(Géssica)

Leite materno

Não deixei de oferecer o leite materno à Bia. Pela manhã, ela mama no peito. Ao longo do dia na mamadeira, intercalando com alimentos sólidos. À noite, quando eu chegar, se ela estiver  acordada, no peito novamente. Me desdobro no trabalho para reservar o tempo para a ordenha. Sempre levo leite meu para casa. O que tiro num dia, deixo congelar na sala de amamentação, para levar no outro.

Saiba mais sobre a ordenha do leite materno.

Anúncios

#40semanas | Como está o bebê

Chegamos ao fim da contagem regressiva para o nascimento da Beatriz hoje, segundo a data provável para o parto. Porém, a pequena não despontou nem deu sinais de querer vir a este mundo agora. Neste contexto, é inevitável ficar ansiosa e um pouco triste. Muita gente vai falar “é assim mesmo, ela pode nascer em até 42 semanas. Calma, vai dar certo”, mas o misto de sensações aqui dentro do peito ignora isso e só quem está vivendo o momento pode sentir.

É claro que eu sei que ela pode nascer bem com 42 semanas de gestação, gente. Fiz o pré-natal. Li horrores sobre o assunto. Mas expectativas geradas e não confirmadas são cruéis somadas à sensibilidade do momento. Me arrependo de já ter entrado de licença maternidade, porque significa menos tempo com ela. Toda vez que olho aquele berço vazio, ai meu Deus, fico ainda mais ansiosa.

Tenho feito o acompanhamento dos movimentos fetais conforme orientado pelo meu Ginecologista Obstetra. Ontem, após o almoço ela mexeu apenas duas vezes durante a hora seguinte e mais uma após o período. O GO me aconselhou a procurar a emergência do hospital para fazer uma avaliação. O médico de plantão ouviu seus batimentos e solicitou ecografia obstétrica com dopller. Tudo normal com dona Beatriz. Aliás, durante o ultrassom ela se mexeu horrores. Ou seja, ela só resolveu aumentar mais ainda minha aflição brincando de “estátua”.

Enfim, ela está bem! Como todo bebê nesta semana, ela continua ganhando gordura. Vai nascer cheia de dobrinhas para eu morder!

Não desisti do parto normal. A indicação universal é esperar até as 42 semanas, o meu médico espera por 41. Vou segui-lo. O médico plantonista ainda veio com um papinho ontem “com tantos avanços, você ainda quer sentir dor?” Olha, colega, as criações do homem podem avançar o quanto quiserem, mas jamais irão superar a perfeição da máquina humana, desenvolvida para sim, sentir esta dor e trazer ao mundo as mais belas criaturas.

O Baby Center fala sobre indução do trabalho de parto, é uma alternativa antes da cesariana:

O obstetra poderá considerar uma indução como alternativa quando achar que não vale a pena esperar mais pelo início natural do trabalho de parto, e antes de partir para uma cesariana. Veja abaixo algumas situações em que a indução é indicada:

  • A gravidez ultrapassou a data provável do parto (gestação pós-data), o que pode aumentar o risco de haver problemas para você e o bebê. Os médicos brasileiros em geral desaconselham que a gestação passe das 41 semanas, mas em muitos países se espera até 42 semanas.
  • A bolsa se rompeu, mas o trabalho de parto não começou por contra própria. Se o bebê não nascer logo (em até 24 horas), aumenta o risco de infecção no útero, que pode ser perigosa para o bebê. Quando a bolsa estoura, em vezes de fazer logo a cesariana, o médica poderá optar por uma indução. É possível até esperar um pouco para ver se o trabalho de parto começa naturalmente.
  • A mãe tem alguma doença crônica ou aguda, como hipertensão, problema renal ou dibetes (nessas situações, no Brasil, muitos médicos podem optar direto pela cesariana, mas em outros países a indução é adotada rotineiramente).

#39semanas | Como está o bebê

Agora é só espera. Beatriz, com suas 39 semanas de gestação, não dá nem sinal de querer vir ao mundo. Cresce uma ansiedade e um medo. Será que está tudo bem? De acordo com o médico e o ultrassom, sim. A pequena gigante já está medindo 50,6cm e pesando 3,4kg. Desejo muito o parto normal. Na consulta da semana passada, ela estava pronta para isso. De cabeça para baixo e do lado esquerdo. Mas a danadinha, que não para quieta, trocou de lado o final de semana todo. Na consulta com o Ginecologista Obstetra de ontem, ela estava do lado direito, o que segundo ele pode tornar o parto normal mais demorado. Para não dizer mais difícil.

Foi engraçado, e um pouco desesperador, quando ele viu o peso da Beatriz na ecografia: “Minha filha, se ela chegar a 3,7kg pode esquecer seu parto normal. Deixa que seu marido almoça, e você fica só olhando”. Desde então tenho controlado o consumo de alimentos, evitando, por exemplo, repetir as refeições. Tem dado certo, pelo menos da consulta da semana passada para a de ontem meu ganho de peso foi pouco. Cerca de 3o0g.

Ainda não há sinais razoáveis de dilatação.

Beatriz está com data prevista para 30 de setembro. Caso ela não nasça até lá, pelo protocolo do meu GO, ele irá esperar mais seis dias. Daí partiremos para a força bruta (rs), indução ao parto ou cesárea. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Recomendação do médico: acompanhar os movimentos fetais. Portanto, tirei minha licença maternidade desde já. Durante uma hora após as refeições (café-da-manhã, almoço e jantar), devo acompanhar os movimentos da pequena. Ela deve, neste período, fazer no mínimo 5 movimentos. Qualquer coisa inferior a isso, devo ligar para o médico porque pode ser que ela esteja em sofrimento fetal. Para acompanhar direitinho, tem que se dedicar. Nada de televisão, leitura, computador, nada! Tem que ficar reparando direitinho. Pensa numa hora demorada.

O que diz a Revista Crescer sobre a 39ª semana de gravidez:

A partir de agora, seu bebê pode nascer a qualquer momento! A bolsa (saco amniótico) rompe, em 80% das gestações, somente após o início do trabalho de parto. Antes disso, porém, você pode perder o tampão mucoso (membrana gelatinosa que protege o útero), sinal de que o órgão começou a dilatar.A essa altura, você já ganhou cerca de 12kg.

Para facilitar o parto e, mais adiante, o rápido crescimento do cérebro, a moleira (ou fontanela) é de cartilagem. Ela só deve se solidificar daqui 12 a 18 meses. SEu filho pode nascer, em médica, com 51cm e 3,4kg.

Qual a hora certa de ir para a maternidade?

Quando as contrações são regulares, a intensidade tende a aumentar e o intervalo entre elas diminui. Mas vá com calma! Se for o primeiro filho, o trabalho de parto pode levar até 12 horas.

Aniversário da grávida

A cara da noite não-dormida por causa das idas ao banheiro, do calor, da dor nas costas. A cara da gestante em reta final.

Há exato um ano, eu estava no clube bebendo e festejando minhas 22 secas – sim secas, porque Brasília só tem duas estações climáticas: a seca e a de chuvas torrenciais. Não passava de forma alguma pela minha cabeça a ideia de ter um bebê 12 meses depois. Agora vivo a iminência de um parto.

Não sinto medo, ao menos por enquanto. Continuo trabalhando e levando a vida normalmente, apesar daquelas palavras do médico “agora, qualquer hora é hora”. Brinquei muito durante a gravidez dizendo “oh, Beatriz, não vá nascer no dia do aniversário da mamãe hein!”, na tentativa de evitar o inevitável: a genitora deixa de existir e passa a dar lugar ao teu rebento.

Nem no dia que é seu há espaço exclusivo para você. Se você estiver grávida, os parabéns pelo aniversário se estendem até o companheiro, progenitor da cria que carregas no ventre. É o decreto final de que a partir de agora você não é sozinha, você é outro alguém que também é você. Confuso? Talvez. Só as mamães podem entender.

De certa forma é mágico e por mais que eu brinque, não me incomodo. Tenho certeza que o melhor presente eu já ganhei, só falta desembrulhar: Beatriz. E sim, gente, que ela venha cheia de saúde e traga muitas alegrias para todos à sua volta. Obrigada por estes e outros votos! A chegada de um novo ser é sempre uma revolução muito boa na vida da gente, basta enxergarmos.

Que venha Beatriz!

#36semanas – Como está o bebê

Nesta semana a gordura está a preencher os ombros e joelhos bem como formando dobras no pescoço e cintura

Que gostosa esta sensação de desespero e ansiedade, né?! rs Entramos no nono mês de gestação! No final desta semana, o bebê já é considerado “de termo”, ou seja, está “pronto”e vai nascer no período ideal. Ele continua engordando, até 30 gramas por dia, e tem em média 48,6cm e 2,85kg. O intestino do bebê já acumulou uma quantia significativa de mecônio, que ele deve evacuar após o nascimento. Se for eliminado antes, o líquido amniótico que vazar quando a bolsa romper terá uma cor esverdeada. Como isso é um indício de sofrimento fetal, o médico pode fazer uma cesárea para adiantar o parto.

Pode ser que você sinta aumentar a pressão no baixo ventre, e note que seu bebê está descendo. Quando ele encaixar, seus pulmões e seu estômago vão agradecer, e você conseguirá comer um pouco melhor. Acho que já cheguei neste modelo ideal, porque quem tem sofrido ultimamente é minha bexiga. O bebê acaba fazendo pressão sobre ela, então, toda hora é hora de ir ao banheiro fazer xixi.

É natural a gestante reter ainda mais líquidos nesta fase. Isso ocorre porque o organismo faz uma espécie de “reserva” para evitar a desidratação em virtude das perdas de suor e de sangue durante o parto.

Vamos dar uma olhada nos sintomas comuns de acordo com o livro “O que esperar quando se está esperando”

Físicos

  • Modificação da atividade fetal (mais contorções, menos chutes: o espaço uterino é bem menor agora)
  • A secreção vaginal (leucorréia) se torna mais intensa e contém mais muco, que depois da relação sexual ou do exame pélvico fica por vezes tingido de sangue ou adquire tonalidade castanha ou rosada
  • Prisão de ventre (constipação)
  • Azia, dispepsia, flatulência, plenitude abdominal
  • Dores de cabeça
  • Congestão nasal e por vezes sangramento pelo nariz; entupimento dos ouvidos
  • Sangramento das gengivas
  • Cãibras nas pernas durante o sono
  • Aumento das dores e do peso nas costas
  • Incômodo e dolorimento nas nádegas e na bacia
  • Aumento do edema (inchaço) dos tornozelos e dos pés e ocasionalmente das mãos e do rosto (principalmente no calor)
  • Coceira no abdome, umbigo protuberante
  • Varizes nas pernas
  • Hemorróidas
  • Respiração facilitada pela descida do bebê
  • Micção mais frequente depois da descida do bebê, que novamente exercerá pressão sobre a bexiga
  • Maior dificuldade com o sono
  • Aumento e intensificação das contrações de Braxton Hicks (algumas podendo ser dolorosas)
  • Movimentos mais desajeitados, dificuldade maior em se locomover
  • Colostro, espontâneo ou ao espremer os seios (embora possa aparecer só depois do parto)
  • Fadiga ou forças redobradas, ou períodos oscilante entre ambas
  • Maior apetite, ou perda de apetite

Emocionais

  • Mais excitação, maior ansiedade, maior apreensão, mais desatenção e ausência
  • Alívio por estar quase chegando lá
  • Irritabilidade e nervos à flor da pele (sobretudo ao ouvir a ladainha: “ainda por aí?”)
  • Impaciência e inquietude
  • Sonhos e fantasias a respeito do bebê

#33semanas – Dia da Gestante

Neste domingo (12), Beatriz completou 33 semanas. Infelizmente, não estava nada bem para postar aqui. Perdi meu irmão David Ribeiro três dias (9/8) antes para o câncer. Tão amado e tão alegre, não pôde conhecer a sobrinha, nem mesmo fotografá-la ainda na barriga como havíamos combinado. Agora, ele está dando seus cliques lá do céu. Tenho certeza que seria um ótimo tio. Sentirei muito sua falta, irmão.

Hoje é dia da Gestante. Então, decidi que esta seria a melhor ocasião para retomar o diário gravídico da Beatriz. Estar gestante é um misto de agonia com alegria, ainda mais nesta reta final da gravidez. Tudo dói. É a coluna, é a perna, a cabeça, o estômago… Seu rosto está redondo feito uma lua cheia, suas mãos incham e seus pés formigam. Você já não consegue dormir e não rende nada no seu trabalho. Tem também a ansiedade pela chegada, que por outro lado te deixa feliz por estar tão perto.

Segundo o  livro “O que esperar quando se está esperando”, estamos no oitavo mês, período que vai de 32 a 35 semanas. O livro também aponta algumas coisinhas que gostaria de compartilhar com as demais gestantes. Os sintomas comuns do oitavo mês de gravidez:

Físicos

  • Atividade fetal acentuada e regular;
  • Aumento da secreção vaginal, esbranquiçada (leucorréia);
  • Maior constipação;
  • Azia, indigestão, flatulência (gases), eructações (arrotos);
  • Cefaléia ocasional, desmaios e tonteiras;
  • Congestão nasal e, por vezes, sangramento nasal; entupimento dos ouvidos;
  • Sangramento das gengivas;
  • Cãibras nas pernas;
  • Dor lombar (lombalgia);
  • Pressão ou dor pélvica;
  • Edema leve (inchaço) dos pés e tornozelos, às vezes das mãos e do rosto;
  • Varizes nas pernas;
  • Coceira no abdome;
  • Hemorróida;
  • Umbigo protuberante;
  • Falta de ar, mais acentuada à medida que o útero comprime os pulmões, o que melhora com descida do bebê;
  • Sono difícil;
  • Aumento das contrações de Braxton Hicks;
  • Maior inépcia e deselegância ao andar;
  • Aumento dos seios;
  • Colostro, espontâneo ou sob pressão, pelo bico dos seios (embora possa se manifestar apenas depois do parto).

Emocionais

  • Maior ansiedade pelo término da gravidez;
  • Apreensão quanto à saúde do bebê, ao trabalho de parto, ao próprio parto;
  • Aumento da desatenção e do esquecimento;
  • Excitação – e certa ansiedade – pelo fato de que agora falta pouco.

Como está o bebê:

De acordo com informações do Baby Center, esta semana o bebê alcançou o marco de 2 quilos e mede por volta de 44 centímetros. – O que Beatriz superou faz tempo. Nesta fase, a criança começa a se posicionar para o parto, e normalmente fica de cabeça para baixo. Nos dois últimos exames de ultrassom que fiz, Beatriz já estava de cabeça para baixo e espero que continue assim.

O médico deve monitorar com atenção a posição do bebê nas próximas semanas. Alguns bebês resolvem ficar sentados, o que pode prejudicar a perspectiva de parto normal.

A cabeça do bebê ainda é relativamente flexível, e os ossos não se fundiram completamente. Um dos motivos para isso é facilitar a passagem pelo canal do parto. Mas os ossos do restante do corpo estão ficando cada vez mais rígidos. A pelo do bebê também perde o aspecto avermelhado e enrugado.

Se for o primeiro filho, há mais chances de o bebê encaixar a cabeça na pelve esta semana, pressionando seu colo do útero. (Isso acontece com cercada de metade das mães de primeira viagem).

Para quem já teve outro filho, a previsão é que o encaixe aconteça uma semana antes do parto – e em algumas mulheres o bebê só “desce” no começo do trabalho de parto.

Já para a revista Crescer, o bebê já mede 45cm e pesa 2,1kg. Neste período, o líquido amniótico atinge maior volume. O sistema imunológico do bebê está se desenvolvendo. Além disso, anticorpos maternos chegam por meio da placenta e, mais tarde, pela amamentação. Com os pulmões amadurecidos, ele já teria chance de sobreviver fora do útero agora.