O parto, o nascimento, a vida

Acordei por volta das duas horas da madrugada de sábado. Uma dor aguda envolvia meu baixo ventre. Pensei que a hora estava chegando. Me coloquei no sofá para acompanhar as contrações. Os intervalos chegaram a dois minutos. Liguei para o médico e combinamos uma avaliação. Às 5h da manhã, o colo estava tão fechado quanto há 3 semanas.

Voltei para casa para comer e descansar mais um pouco. Às 7h tomei meu café da manhã e seguimos para o Hospital para me internar, conforme orientado pelo meu médico.

Fui examinada pela médica de plantão, que avaliou como quase zero as chances de um parto natural à esta altura do campeonato sem sofrimento fetal.

O colo continuava fechado. A cesárea era necessária. Fiquei triste, um tanto assustada. Não contava com esta possibilidade.

Fui para o quarto e em seguida vieram me buscar para preparar para o procedimento. Era chegada a hora.

No centro cirúrgico, me colocaram um soro, fizeram a higienização do meu abdome e me aplicaram a anestesia quase no final da minha coluna, a peridural. Em instantes, minhas pernas formigaram e logo não sentia mais nada da cintura para baixo. Dali seria um pulo para ter Beatriz nos braços.

Cobriram minha visão. Meu único contato naquele momento era com meu esposo que segurava minha mão e assistia a tudo em silêncio. Passado alguns minutos tive a leve sensação de movimentos na minha barriga, como se ela fosse pressionada.

Ouvi então o médico dizer: “nasceu essa menina linda”. Antes mesmo de ouvir o chorinho dela, eu me coloquei a chorar só pelas palavras do médico.

A trouxeram até mim; pude beijá-la e ver seu rostinho pela primeira vez. Bochechuda e beiçuda tal qual a mãe.

Beatriz
Data de nascimento: 6 de outubro de 2012
Tipo de parto: cesáreo
Tamanho: 50cm
Peso: 3,450kg
Onde: Hospital Santa Helena
Médico Obstetra: Claudio Lucio de Albuquerque

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#40semanas | Como está o bebê

Chegamos ao fim da contagem regressiva para o nascimento da Beatriz hoje, segundo a data provável para o parto. Porém, a pequena não despontou nem deu sinais de querer vir a este mundo agora. Neste contexto, é inevitável ficar ansiosa e um pouco triste. Muita gente vai falar “é assim mesmo, ela pode nascer em até 42 semanas. Calma, vai dar certo”, mas o misto de sensações aqui dentro do peito ignora isso e só quem está vivendo o momento pode sentir.

É claro que eu sei que ela pode nascer bem com 42 semanas de gestação, gente. Fiz o pré-natal. Li horrores sobre o assunto. Mas expectativas geradas e não confirmadas são cruéis somadas à sensibilidade do momento. Me arrependo de já ter entrado de licença maternidade, porque significa menos tempo com ela. Toda vez que olho aquele berço vazio, ai meu Deus, fico ainda mais ansiosa.

Tenho feito o acompanhamento dos movimentos fetais conforme orientado pelo meu Ginecologista Obstetra. Ontem, após o almoço ela mexeu apenas duas vezes durante a hora seguinte e mais uma após o período. O GO me aconselhou a procurar a emergência do hospital para fazer uma avaliação. O médico de plantão ouviu seus batimentos e solicitou ecografia obstétrica com dopller. Tudo normal com dona Beatriz. Aliás, durante o ultrassom ela se mexeu horrores. Ou seja, ela só resolveu aumentar mais ainda minha aflição brincando de “estátua”.

Enfim, ela está bem! Como todo bebê nesta semana, ela continua ganhando gordura. Vai nascer cheia de dobrinhas para eu morder!

Não desisti do parto normal. A indicação universal é esperar até as 42 semanas, o meu médico espera por 41. Vou segui-lo. O médico plantonista ainda veio com um papinho ontem “com tantos avanços, você ainda quer sentir dor?” Olha, colega, as criações do homem podem avançar o quanto quiserem, mas jamais irão superar a perfeição da máquina humana, desenvolvida para sim, sentir esta dor e trazer ao mundo as mais belas criaturas.

O Baby Center fala sobre indução do trabalho de parto, é uma alternativa antes da cesariana:

O obstetra poderá considerar uma indução como alternativa quando achar que não vale a pena esperar mais pelo início natural do trabalho de parto, e antes de partir para uma cesariana. Veja abaixo algumas situações em que a indução é indicada:

  • A gravidez ultrapassou a data provável do parto (gestação pós-data), o que pode aumentar o risco de haver problemas para você e o bebê. Os médicos brasileiros em geral desaconselham que a gestação passe das 41 semanas, mas em muitos países se espera até 42 semanas.
  • A bolsa se rompeu, mas o trabalho de parto não começou por contra própria. Se o bebê não nascer logo (em até 24 horas), aumenta o risco de infecção no útero, que pode ser perigosa para o bebê. Quando a bolsa estoura, em vezes de fazer logo a cesariana, o médica poderá optar por uma indução. É possível até esperar um pouco para ver se o trabalho de parto começa naturalmente.
  • A mãe tem alguma doença crônica ou aguda, como hipertensão, problema renal ou dibetes (nessas situações, no Brasil, muitos médicos podem optar direto pela cesariana, mas em outros países a indução é adotada rotineiramente).

Maternidade – a mala do bebê

Rumo à maternidade

Totalmente aconselhada pelos artigos que já li, corri atrás de fazer a malinha da maternidade da Beatriz. Com o enxoval pronto, faltava a bolsa. Comprada a bolsa, não via a hora de começar. Sou do tipo de virginiana que não é bem o que o signo diz, principalmente no quesito organização. Mas, para certas coisas, eu prefiro tudo em ordem, bem detalhadinho. Assim tenho feito com as coisas da Beatriz. Por exemplo a existência desse blog, que me permite organizar minhas ideias e informações a respeito da gestação e, de lambuja, compartilhar com outras pessoas.

Bom, estou na 34ª (iniciada hoje) semana de gestação, li em alguns lugares que a mala da maternidade deve ser feita logo que você ultrapassa o sexto mês de gravidez. Que o ideal é chegar à 36ª semana já com a mala pronta. Outros apontam que com 28 semanas de gestação as malas devem estar prontinhas! Como vinha acontecendo tudo certinho com a gestação da Beatriz, não me apressei quanto ao que levar para a maternidade. Conforme o enxoval fivaca pronto, mamãe e eu nos colocamos no tanque para lavar peça por peça à mão com sabão de coco e muito carinho. Depois, passei tudo por dentro e por fora e guardei bem organizadinho para facilitar na hora de montar a malinha.

Dei uma boa varrida na internet sobre o que levar na malinha do bebê, em alguns sites achei listas exageradas, bem diferentes da que eu anotei quando participei do curso de gestante. Deve ser para garantir o consumo! Fiz a minha média entre tantas listas e, depois do parto, conto para vocês se foi o suficiente ou não.

Antes de detalhar o que tem na mala da Bia, adianto logo que eu organizei tudo em saquinhos com etiquetas. Não sei quem será a primeira pessoa a ter acesso a esta mala, melhor que esteja tudo bem fácil de encontrar.

Então, vamos aos itens:

  • 1 kit saída da maternidade (manta, macacão e touca)
  • 1 kit pagãozinho (blusinhas pagãs, calça mijãozinho sem pés) + par de meias
  • 1 kit body manguinha curta + calça mijãozinho sem pés + par de meias
  • 1 kit body manguinha curta + calça mijãozinho com pés reversíveis
  • 1 kit para o frio (touca + par de luvas + par de meias)
  • 1 cueiro avulso
  • 3 fraldas de pano
  • 3 paninhos de boca
  • 1 lençol de berço
  • 1 kit toalhinha de rosto + toalha com capuz
  • 1 pomada anti-assadura
  • 4 fraldas descartáveis para recém-nascido
  • 1 kit higiene (necessarie com pente + escovinha de cabelo + dedeira + cortador de unhas)
  • 1 trocador de fraldas portátil (já acompanha a bolsa)

Como pôde ver nas fotos acima, separei as roupinhas em saquinhos com etiquetas identificando os itens. Assim, facilita a escolha de quem for vestir o bebê. Também estão em saquinhos etiquetados as toalhinhas, o lençol, as fraldas, o cueiro e o kit para o frio. Na maternidade onde pretendo fazer o parto, eles já fornecem as fraldas descartáveis, por via das dúvidas coloquei as quatro para RN que tenho que ganhei no curso de gestante.

Ainda não finalizei a mala da mamãe. Assim que o fizer, posto aqui. Mas o esquema será o mesmo, saquinhos etiquetados e economia na quantidade de itens. Exageros não são bem vindos.

Campanha de aleitamento materno 2012

Mamães que irão amamentar ou estão amamentando, hoje tem início a Semana Mundial de Amamentação. Vários países estão celebrando a semana. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno por diversos fatores positivos tanto para a saúde do bebê, como para a saúde da mãe.

Pesquisas relacionadas à amamentação mostram que índices de mortalidade infantil nos primeiros anos de vida são menores em crianças que tiveram acesso ao leite materno de forma regular. Também é menor a quantidade casos de desenvolvimento de câncer de mama e colo do útero em mulheres que amamentaram. Sem contar no benefício estético, a mãe que amamenta recupera o peso regular com mais facilidade. Já as crianças correm menos riscos de se tornarem obesas no futuro. É ou não é vantagem!?

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou como são popularmente conhecidas “postos de saúde”, por exemplo, é obrigatória a presença de ao menos um profissional para orientar as lactantes. Ele deve ser atencioso e compreensivo, auxiliando em diversos pontos importantes para a amentação, como a boa pega e o rodízio entre as mamas.

Dica para leitoras sobre a boa pega: o bebê deve abocanhar a aurela e não somente o bico do peito. A boca do bebê fica em forma de boca de peixinho em contato com o seio:

Além de dificultar a retirada do leite, a má pega machuca os mamilos. Quando o bebê tem uma boa pega, o mamilo fica em uma posição dentro da boca da criança que o protege da fricção e compressão, prevenindo, assim, lesões mamilares.