Alimentação do bebê | Aleitamento Materno

A amamentação é um ponto essencial dentro da rotina do bebê. Ela e o sono (ou a falta deles) da criança são responsáveis por boa parte dos problemas que você encontrará no caminho na convivência com o bebê. É preciso paciência e atenção.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e acompanhado de sólidos até dois anos. “Criança que mama no peito não precisa de chupeta ou mamadeira e o uso destas podem prejudicar a amamentação”.

Salvo exceções, toda mãe é capaz de amamentar no peito. Mas o início é sempre o início e pode ser doloroso. Com o tempo, você se adapta e tudo melhora, passando a ser prazeroso amamentar.

No dia em que Bia nasceu, a enfermeira a colocou nos meus braços e disse “Tá na hora de mamar” e saiu andando. Por mais que já tivesse lido a respeito, surtei e a chamei de volta. “Ei! não sei como fazer isso”. Ela retornou e me orientou com todo o carinho do mundo.

A posição ideal é barriga com barriga. O bebê deve abocanhar toda a auréola e não somente o bico do peito. A boca fica como a de um peixinho. Esta é a chamada boa pega.

A posição ideal é barriga com barriga. O bebê deve abocanhar toda a auréola e não somente o bico do peito. A boca fica como a de um peixinho. Esta é a chamada boa pega.

No início, são quase inevitáveis as fissuras no bico dos seios. Afinal, além do aprendizado da técnica, tem a falta de costume. Basta cuidar para que o bebê faça a boa pega e dificilmente terás o bico rachado. Caso aconteça, use pomada de lanolina para hidratar ou até o próprio leite materno.

O aleitamento materno é bom para o bebê e para a mamãe. O leite contém anticorpos que vão garantir a saúde do pequeno, sem contar que previne a obesidade. Já a mamãe consegue voltar à velha forma mais rapidamente, o útero também é estimulado a voltar ao tamanho original e o aleitamento é uma forma de prevenção do câncer do colo do útero e de mama.

É certo que alguns bebês têm dificuldades de aprender a mamar no peito e algumas mães acabem desistindo. O que é uma pena diante de todos os benefícios do aleitamento materno. No geral, os pequenos já nascem sabendo como fazer. Para as mães que têm dificuldade, toda Unidade Básica de Saúde (Posto de Saúde)  tem um profissional dedicado ao tema “amamentação” para orienta-la no que for necessário. Bancos de Leite também são uma alternativa para buscar ajuda.

Sobre a alimentação da mãe que amamenta, é verdade que tudo que ela ingere é passado para o bebê o que não significa que determinados alimentos resultarão em algum problema para a criança. Isso varia de bebê para bebê. Bia, por exemplo, não teve problema com nenhum alimento que eu tenha comido. E olha que minha dieta não é das mais saudáveis, refrigerante, comidas apimentadas… como de tudo. Acredito que algumas crianças já tenham predisposição à “cólica”, independente da dieta da mãe – assim como é com os adultos e suas intolerâncias alimentares.

Agora, fica a dica, fumar diminui a produção e a qualidade do leite da mãe.

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Sobre Jéssica Macêdo

Mãe da Beatriz e do Artur. Doula, gateira, jornalista viciada em redes sociais, especialista em brigadeiro de panela. Torce para o Flamengo e tritura pipoca nas horas vagas. Saiba mais no Twitter @jemmacedo e veja mais no Instagram @mesintogravida

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