Os primeiros dias do Recém Nascido em casa

Só não foram mais longos do que os dias que passamos no hospital. É difícil para pais, principalmente de primeira viagem, adaptarem-se à nova vida que têm para cuidar. A pequena Beatriz, como todo bebê, não nasceu programada para as nossas convenções de horário. Ela dormia quase o dia todo e chorava a noite inteira. As três primeiras noites foram cruéis. Não dormíamos. Não sabíamos como lidar com o choro.

Era troca de fralda uma atrás da outra e diversas mamadas, mas nada dava jeito. Até que minha tia, Cátia, esteve aqui com sua filhota de um ano e meio e nos disse que desde de recém nascida ela programou uma pequena rotina para Maria: banho às 20h, mamada, troca de fralda, acalanto e pronto.

Resolvi tentar. Não custava nada, depois de tantos vídeos com técnicas que não deram certo com Bia. Deu tão certo a adoção da rotina que tem
noite que ela dorme quase 8 horas seguidas.

Depois disso compramos o livro “A Encantadora de Bebês” e lá esta rotina empregada na vida do bebê é destaque. Afinal, é papel dos pais ensinar aos pequenos a noção de dia e noite, dentre outras coisas.

Beatriz já está no auge dos seus 25 dias de vida, na semana passada já media 53cm e pesava 3,750kg.

 

O parto, o nascimento, a vida

Acordei por volta das duas horas da madrugada de sábado. Uma dor aguda envolvia meu baixo ventre. Pensei que a hora estava chegando. Me coloquei no sofá para acompanhar as contrações. Os intervalos chegaram a dois minutos. Liguei para o médico e combinamos uma avaliação. Às 5h da manhã, o colo estava tão fechado quanto há 3 semanas.

Voltei para casa para comer e descansar mais um pouco. Às 7h tomei meu café da manhã e seguimos para o Hospital para me internar, conforme orientado pelo meu médico.

Fui examinada pela médica de plantão, que avaliou como quase zero as chances de um parto natural à esta altura do campeonato sem sofrimento fetal.

O colo continuava fechado. A cesárea era necessária. Fiquei triste, um tanto assustada. Não contava com esta possibilidade.

Fui para o quarto e em seguida vieram me buscar para preparar para o procedimento. Era chegada a hora.

No centro cirúrgico, me colocaram um soro, fizeram a higienização do meu abdome e me aplicaram a anestesia quase no final da minha coluna, a peridural. Em instantes, minhas pernas formigaram e logo não sentia mais nada da cintura para baixo. Dali seria um pulo para ter Beatriz nos braços.

Cobriram minha visão. Meu único contato naquele momento era com meu esposo que segurava minha mão e assistia a tudo em silêncio. Passado alguns minutos tive a leve sensação de movimentos na minha barriga, como se ela fosse pressionada.

Ouvi então o médico dizer: “nasceu essa menina linda”. Antes mesmo de ouvir o chorinho dela, eu me coloquei a chorar só pelas palavras do médico.

A trouxeram até mim; pude beijá-la e ver seu rostinho pela primeira vez. Bochechuda e beiçuda tal qual a mãe.

Beatriz
Data de nascimento: 6 de outubro de 2012
Tipo de parto: cesáreo
Tamanho: 50cm
Peso: 3,450kg
Onde: Hospital Santa Helena
Médico Obstetra: Claudio Lucio de Albuquerque

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Quando o bebê não quer nascer

Estamos em outubro e aquela que era para ser setembrina, virgiana ou de libra, ainda não sentiu vontade de nascer. Fui hoje à minha última consulta pré-natal, porque ou Beatriz nasce até sábado ou ela nasce até sábado. Por que? Bom, estamos quase completando 41 semanas de gestação e diversos estudos apontam que as taxas de mortalidade materna e fetal em gestações de 41 ou 42 são maiores do que em períodos anteriores. Por mais que seja possível sim levar de forma saudável a gravidez até 42 semanas, não pagarei para ver.

Vamos completar 41 semanas e ela virá ao mundo de um jeito ou de outro. Se ela não nascer de forma natural até sábado de manhã, o médico vai avaliar se há alguma dilatação do colo do útero. Havendo, faremos a indução do parto por meio de medicamentos. Caso contrário, apelaremos à cesárea. =( Eu ainda tenho esperanças na conspiração dos cosmos para que o parto natural ocorra. O chato é que a danada sequer encaixou e ainda está numa posição muito estranha na minha barriga. Como se estivesse torcida como uma peça de roupa.

De toda forma, já fico menos ansiosa por saber que finalmente irei olhar seu rostinho e tê-la em meus braços. Se a espera com data marcada já é cruel, avalie de quem já passou da data e não tem previsão. Por isso ando tão sem paciência. Muita gente vem às minhas redes sociais perguntar como está Beatriz. Bom, gente, eu escrevo esse blog justamente para responder em massa. Imagina contar a mesma história duzentas mil vezes. Mas agora estou mais aliviada. É depois de amanhã. Pronto! Desculpem as respostas ríspidas.

Para finalizar e para quem for bom de ler imagens de ultrassom, seguem fotinhas da carinha bochechuda e zangada de Beatriz:

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