#35semanas – Como está o bebê

São 47,4cm e 2,6kg de pura fofura, gente!

Estamos entrando na reta final. Beatriz alcançou, este domingo, as 35 semanas. Não consigo me aguentar de tanta ansiedade. Se por um lado quero que ela venha logo, fico receosa por perder o “controle”da situação, já que hoje ela está onde estou, come o que eu como. Enfim! O jeito é esperar.

Segundo a revista Crescer, com esta idade gestacional o bebê tem, em média, 47,4 cm e 2,6kg. Graças ao crescimento dos músculos e ao ganho de peso, começam a aparecer algumas dobrinhas. Quando chupa o dedo, está treinando a sucção. É nesta fase que surgem nas gengivas os alvéolos dentários, cavidade onde ficam os dentes. Nesta semana, os dois rins do bebê estão totalmente prontos. O fígado também já consegue processar substâncias de que o corpo não vai precisar.

Vez ou outra, é possível distinguir o contorno de um cotovelo, um pé ou da cabeça. Como a parede do útero e do abdome da mãe ficam cada vez mais finos, ele começa a ter ciclos de atividade durante o dia – fico pensando que tipo de atividades seriam essas. Beatriz já se mexe por demais (risos).

As idas ao banheiro se tornam mais frequentes – nem me fale! Em algumas noites acho que estou para estourar e corro ligeira para o banheiro – porque o bebê encaixa na pelve, logo a pressão sobre a bexiga é maior.

A partir de agora, as consultas se tornam quinzenais. Deixe tudo pronto, a gente nunca sabe quando é a hora.

Quarto da Beatriz – lilás e branco, pequeno e lindo

Chegou a hora de compartilhar com vocês o quarto da Beatriz. Sinto muito pelas fotos, pois foram feitas com iPhone. Eu não resisti, com toda aquela ansiedade que estava estou sentindo, e apesar dos riscos de pegar poeira, desembalei tudo de novo e montei o quarto. Eu queria muito ver como estava ficando toda a decoração que planejei com muito carinho e fui fazendo aos poucos. Me inspirei em muitos outros quartos na internet, mas fiz a meu gosto, do tamanho que o cômodo e o orçamento me permitiam.

Iniciamos com as paredes. O maridão e eu pintamos de branco com tinta anti-bactéria. Foi uma parte divertida e engraçada por conta dos nossos não dotes de pintores de parede. Depois vieram os móveis, todos bem branquinhos. Optamos por um conjunto completo da Carolina Móveis, da linha Clara. O berço vira caminha, a cômoda é trocador e o guarda-roupas bem espaçoso. Também teve o colchão, Ortobom Baby Light antirrefluxo – presente da vovó Dete.

Sempre pensei nas cores lilás e branco. Mas cheguei a mudar de ideia e considerei a combinação marrom com rosa. Na hora de comprar, voltei ao plano inicial porque as chances de acerto são maiores e também porque proporciona uma delicadeza maior. De decoração, o primeiro item foi o kit de berço. Com a temática de menininha, as peças se dividem em lilás e branco e em algumas tem um xadrezinho com as cores. Fofo! O kit contém a cabeceira, as laterais, o mosquiteiro, fronha, lençol de elástico, lençol de cima, edredom e trocador – este último que acabei substituindo por um mais fofinho.

Como no meu projeto – sim, fiz um projetinho a partir das medidas do cômodo e dos móveis adquiridos – havia uma cama da babá, coloquei os olhos numa que nós já tínhamos aqui em casa e utilizávamos como sofá. Ela tinha cor de mogno – apesar do material passar bem longe de sê-lo. Pintei de branco e a coloquei no quarto. Aproveitei também um lençol de cima de casal, dado pela minha sogra ao meu digníssimo quando ainda era solteiro, todo branco com a beirada bordada na mesma cor. Comprei umas fronhas brancas, outras lilás, aproveitei alguns travesseiros sobressalentes aqui de casa e comprei duas almofadas quadradas.  Pronto! Feito a cama da babá.

A melhor parte foi a cortina. Estava disposta a gastar cerca de R$200, mas no dia que fui à Leroy Merlin comprar a prateleira, encontrei esta de algodão na cor lilás por R$29,90. Era uma ponta de estoque. Com fita de cetim e flores de pelúcia, dei um toque especial. Ficou um charme. Bem, acho que as imagens poderão falar melhor por mim:

#34semanas – Como está o bebê

Dona Beatriz já alcançou as 34 semanas de gestação e continua frenética em seus movimentos. Às vezes me pergunto se ela será uma criança agitada tanto quanto é na minha barriga rs. O Baby Center diz que, com esta idade, o bebê deve estar pesando, mais ou menos, 2,2 quilos e já passa dos 45 centímetros de comprimento. Já a revista Crescer diz que ele tem, em média, 46cm e 2,3kg.  As unhas já alcançaram as pontas dos dedos. Os olhos ficam abertos na maior parte do em que ele está “acordado”.

É neste período que o líquido amniótico começa a diminuir e, por isso, é ainda mais importante evitar batidas no abdome. A barriga da grávida também muda de aspecto conforme a posição do bebê lá dentro. Se estiver de cabeça para baixo, por exemplo, é mais pontuda.

Recomenda-se também que, para quem ainda não tomou coragem, se converse com seu bebê. A esta altura, a audição do bebê está completamente desenvolvida. Não precisa se sentir ridícula se de repente perceber que está falando com vozinha de criança. Existem provas científicas de que os recém-nascidos prestam mais atenção a sons agudos. E eu já falei aqui antes sobre audição dos bebês ainda na gestação.

O parto prematuro é sempre uma possibilidade preocupante, mas é tranquilizador saber que mais de 90% dos bebês que nascem na 35ª semana de gestação são capazes de sobreviver – e a grande maioria sem grandes problemas de saúde. O sistema nervoso central do seu bebê ainda está amadurecendo, mas os pulmões já estão praticamente prontos.

Como diminuir os enjôos do início da gravidez

Nem todas passam por isso, mas uma grande maioria sim e tem até pavor de lembrar depois (eu). Para começar, descobri que estava grávida por conta dos famigerados enjôos. Como sempre tive um apetite de duas pessoas e pouca frescura para comer, era muito estranho olhar para o meu prato de comida favorito e sentir vontade de vomitar. Fora a ressaca todos os dias de manhã, sem a parte boa de ter bebido na noite anterior. Foi a mudança na minha alimentação que me fez investigar e descobrir uma gestação de 8 semanas.

Os enjôos estão relacionados ao aumento da produção de HCG (sigla em inglês para Gonadotrofina Coriónica Humana), comum na gestante, que por sua vez é responsável pela produção de progesterona e estrogéno. Uma quantidade maior desses dois últimos provoca as ânsias e os vômitos.

Não existe nada milagroso para superar esta fase, a não ser o tempo – e tem gestante que sente isso a gravidez inteira. Eu, por exemplo, senti enjôos até o início do quinto mês. Voltei a ter refluxos e enjôos leves agora no oitavo. Ou seja, do quinto ao fim do sétimo mês eu fui um gestante muito mais estável, rs. Apesar de nada milagroso, há alguns cuidados que ajudam a amenizar estes indesejáveis.

Primeiramente, converse com seu ginecologista obstetra. Ele pode te receitar um remédio contra enjôo. O meu indicou Meclin a cada 8h. Mas a alimentação já resolve muita coisa. Atenção para estes cuidados:

  • Ao acordar, antes mesmo de sair da cama, coma umas três bolachas de água e sal;
  • Evite escovar os dentes logo que acorde (esta foi a pior parte, eu vomitava todo dia escovando os dentes de manhã) ou assim que comer. Dê um intervalo de uns 15 minutos;
  • Coma mais vezes em menores quantidades. Não deixe seu estômago vazio nem por um minuto e não exagere na quantidade de alimentos de uma vez. Procure fazer lanchinhos leves entre as refeições;
  • Tenha sempre bolachas de água e sal na bolsa;
  • Evite comidas gordurosas ou cremosas;
  • Não sei se funciona para todo mundo, mas alimentos cítricos e azedos me ajudavam a perder a ânsia de vômito. Suco de limão ou de abacaxi sem açúcar, picolé de limão antes e depois do almoço;
  • Água de coco sempre. Evite as de caixinha, os conservantes te fazem ter repulsa com o tempo;
  • Evite também alimentos muito temperados. Quanto mais insossa a comida, menos o seu organismo vai percebe-la e repudia-la.

Esta é só uma ajuda, algumas diquinhas que deram certo comigo e podem dar com você também. Mas, cada caso é um caso. Converse sempre com seu ginecologista obstetra.

Desabafo de uma grávida

São tantas divagações na minha cabeça, que realmente não sei como relaxar. Esta proximidade relativa do parto, cerca de um mês, está me deixando muito, muito ansiosa. Antes, eu tinha muitas coisas para ocupar minha cabeça, como a organização do quarto, a aquisição do enxoval, a escolha da maternidade, centenas de exames para fazer… Agora é só espera.

Já perdi as contas de quantas vezes entrei no quarto da Beatriz hoje para tentar fazer alguma coisa. Mas, está tudo pronto (só não postei foto porque embalei tudo para não pegar poeira. Vocês só irão ver como está o quarto quando setembro chegar, rs)! É certo que tem o chá-de-fraldas, mas também não dá para fazer muita coisa agora. Só na véspera mesmo.

Procurei alguns blogs de grávidas para saber a experiência de outras mamães. Fui ler sobre o parto, os preparativos, as alegrias, as dificuldades de outras buchudinhas, mas nada ainda me deixou sossegada. A ansiedade está tão grande que posso senti-la fisicamente. Ora sinto o coração pequeno do tamanho de uma lichia (por que lichia, gente?!), ora o sinto do tamanho de um melão.

Há também as dores que já estão me deixando cansada, indisposta, desanimada. A volta dos refluxos e enjôos e também da sonolência. Estar grávida é muito bonito e tals, mas dá uma canseira. É uma fase muito complexa. Nem você se entende, quem dirá os outros. Sinto muita vontade de ficar sozinha, porém, quando estou sozinha eu quero mesmo é um mundo de gente ao meu redor. Sei que estou chata, a toda oportunidade só falo de Beatriz – também pudera, todo mundo só me pergunta sobre ela. Evito qualquer programa não a envolva… é, colega!, não está fácil me aturar. Nem eu me aguento.

Na verdade, na verdade mesmo, queria que Beatriz nascesse logo e eu pudesse colocar em prática toda a minha inexperiência como mãe. Muita gente fala que vou sentir falta da barriga, mas esta fasezinha final está acabando comigo, de verdade. É isso… nem consegui descrever de verdade o que tenho vivido. Melhor eu tratar de mastigar umas pipoquinhas, porque isso sim é relaxante.

Maternidade – a mala do bebê

Rumo à maternidade

Totalmente aconselhada pelos artigos que já li, corri atrás de fazer a malinha da maternidade da Beatriz. Com o enxoval pronto, faltava a bolsa. Comprada a bolsa, não via a hora de começar. Sou do tipo de virginiana que não é bem o que o signo diz, principalmente no quesito organização. Mas, para certas coisas, eu prefiro tudo em ordem, bem detalhadinho. Assim tenho feito com as coisas da Beatriz. Por exemplo a existência desse blog, que me permite organizar minhas ideias e informações a respeito da gestação e, de lambuja, compartilhar com outras pessoas.

Bom, estou na 34ª (iniciada hoje) semana de gestação, li em alguns lugares que a mala da maternidade deve ser feita logo que você ultrapassa o sexto mês de gravidez. Que o ideal é chegar à 36ª semana já com a mala pronta. Outros apontam que com 28 semanas de gestação as malas devem estar prontinhas! Como vinha acontecendo tudo certinho com a gestação da Beatriz, não me apressei quanto ao que levar para a maternidade. Conforme o enxoval fivaca pronto, mamãe e eu nos colocamos no tanque para lavar peça por peça à mão com sabão de coco e muito carinho. Depois, passei tudo por dentro e por fora e guardei bem organizadinho para facilitar na hora de montar a malinha.

Dei uma boa varrida na internet sobre o que levar na malinha do bebê, em alguns sites achei listas exageradas, bem diferentes da que eu anotei quando participei do curso de gestante. Deve ser para garantir o consumo! Fiz a minha média entre tantas listas e, depois do parto, conto para vocês se foi o suficiente ou não.

Antes de detalhar o que tem na mala da Bia, adianto logo que eu organizei tudo em saquinhos com etiquetas. Não sei quem será a primeira pessoa a ter acesso a esta mala, melhor que esteja tudo bem fácil de encontrar.

Então, vamos aos itens:

  • 1 kit saída da maternidade (manta, macacão e touca)
  • 1 kit pagãozinho (blusinhas pagãs, calça mijãozinho sem pés) + par de meias
  • 1 kit body manguinha curta + calça mijãozinho sem pés + par de meias
  • 1 kit body manguinha curta + calça mijãozinho com pés reversíveis
  • 1 kit para o frio (touca + par de luvas + par de meias)
  • 1 cueiro avulso
  • 3 fraldas de pano
  • 3 paninhos de boca
  • 1 lençol de berço
  • 1 kit toalhinha de rosto + toalha com capuz
  • 1 pomada anti-assadura
  • 4 fraldas descartáveis para recém-nascido
  • 1 kit higiene (necessarie com pente + escovinha de cabelo + dedeira + cortador de unhas)
  • 1 trocador de fraldas portátil (já acompanha a bolsa)

Como pôde ver nas fotos acima, separei as roupinhas em saquinhos com etiquetas identificando os itens. Assim, facilita a escolha de quem for vestir o bebê. Também estão em saquinhos etiquetados as toalhinhas, o lençol, as fraldas, o cueiro e o kit para o frio. Na maternidade onde pretendo fazer o parto, eles já fornecem as fraldas descartáveis, por via das dúvidas coloquei as quatro para RN que tenho que ganhei no curso de gestante.

Ainda não finalizei a mala da mamãe. Assim que o fizer, posto aqui. Mas o esquema será o mesmo, saquinhos etiquetados e economia na quantidade de itens. Exageros não são bem vindos.

#33semanas – Dia da Gestante

Neste domingo (12), Beatriz completou 33 semanas. Infelizmente, não estava nada bem para postar aqui. Perdi meu irmão David Ribeiro três dias (9/8) antes para o câncer. Tão amado e tão alegre, não pôde conhecer a sobrinha, nem mesmo fotografá-la ainda na barriga como havíamos combinado. Agora, ele está dando seus cliques lá do céu. Tenho certeza que seria um ótimo tio. Sentirei muito sua falta, irmão.

Hoje é dia da Gestante. Então, decidi que esta seria a melhor ocasião para retomar o diário gravídico da Beatriz. Estar gestante é um misto de agonia com alegria, ainda mais nesta reta final da gravidez. Tudo dói. É a coluna, é a perna, a cabeça, o estômago… Seu rosto está redondo feito uma lua cheia, suas mãos incham e seus pés formigam. Você já não consegue dormir e não rende nada no seu trabalho. Tem também a ansiedade pela chegada, que por outro lado te deixa feliz por estar tão perto.

Segundo o  livro “O que esperar quando se está esperando”, estamos no oitavo mês, período que vai de 32 a 35 semanas. O livro também aponta algumas coisinhas que gostaria de compartilhar com as demais gestantes. Os sintomas comuns do oitavo mês de gravidez:

Físicos

  • Atividade fetal acentuada e regular;
  • Aumento da secreção vaginal, esbranquiçada (leucorréia);
  • Maior constipação;
  • Azia, indigestão, flatulência (gases), eructações (arrotos);
  • Cefaléia ocasional, desmaios e tonteiras;
  • Congestão nasal e, por vezes, sangramento nasal; entupimento dos ouvidos;
  • Sangramento das gengivas;
  • Cãibras nas pernas;
  • Dor lombar (lombalgia);
  • Pressão ou dor pélvica;
  • Edema leve (inchaço) dos pés e tornozelos, às vezes das mãos e do rosto;
  • Varizes nas pernas;
  • Coceira no abdome;
  • Hemorróida;
  • Umbigo protuberante;
  • Falta de ar, mais acentuada à medida que o útero comprime os pulmões, o que melhora com descida do bebê;
  • Sono difícil;
  • Aumento das contrações de Braxton Hicks;
  • Maior inépcia e deselegância ao andar;
  • Aumento dos seios;
  • Colostro, espontâneo ou sob pressão, pelo bico dos seios (embora possa se manifestar apenas depois do parto).

Emocionais

  • Maior ansiedade pelo término da gravidez;
  • Apreensão quanto à saúde do bebê, ao trabalho de parto, ao próprio parto;
  • Aumento da desatenção e do esquecimento;
  • Excitação – e certa ansiedade – pelo fato de que agora falta pouco.

Como está o bebê:

De acordo com informações do Baby Center, esta semana o bebê alcançou o marco de 2 quilos e mede por volta de 44 centímetros. – O que Beatriz superou faz tempo. Nesta fase, a criança começa a se posicionar para o parto, e normalmente fica de cabeça para baixo. Nos dois últimos exames de ultrassom que fiz, Beatriz já estava de cabeça para baixo e espero que continue assim.

O médico deve monitorar com atenção a posição do bebê nas próximas semanas. Alguns bebês resolvem ficar sentados, o que pode prejudicar a perspectiva de parto normal.

A cabeça do bebê ainda é relativamente flexível, e os ossos não se fundiram completamente. Um dos motivos para isso é facilitar a passagem pelo canal do parto. Mas os ossos do restante do corpo estão ficando cada vez mais rígidos. A pelo do bebê também perde o aspecto avermelhado e enrugado.

Se for o primeiro filho, há mais chances de o bebê encaixar a cabeça na pelve esta semana, pressionando seu colo do útero. (Isso acontece com cercada de metade das mães de primeira viagem).

Para quem já teve outro filho, a previsão é que o encaixe aconteça uma semana antes do parto – e em algumas mulheres o bebê só “desce” no começo do trabalho de parto.

Já para a revista Crescer, o bebê já mede 45cm e pesa 2,1kg. Neste período, o líquido amniótico atinge maior volume. O sistema imunológico do bebê está se desenvolvendo. Além disso, anticorpos maternos chegam por meio da placenta e, mais tarde, pela amamentação. Com os pulmões amadurecidos, ele já teria chance de sobreviver fora do útero agora.